Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de algumas bandas que têm o espanhol/castelhano como língua pátria. Mas se tem um problema com o rock das plagas sulamericans (Brasil incluído), é que suas raízes estão em cópias escrotas dos artistas mais pop de seu tempo - vide os clones de Elvis, a Jovem Guarda... (depois esses países passam a produzir merda própria, mas isso é outro papo).
Então, pelo que eu ando vendo no dicionário argentino, comoção geral pela morte de Sandro, "el Gitano", tido como um dos pioneiros do rock nacional. Mas o camarada apareceu vampirizando Presley na cara dura (com direito à chupadas da fase "Las Vegas"), e depois virou um cantorzão romântico.
Meu, convenhamos: cara que cede canções para o Sidney Magal coverizar não dá! (vide este vídeo)
Aí estão transformando a figura no Moisés do rock local nas reportagens. Também não dá.
Aqui no Brasil, estão reabilitando o Erasmo Carlos ainda em vida como "roqueirão roots" - pelo menos na MTV e nos bailes da saudade que o Gabriel Thomaz tenta animar com suas bandas engana-trouxas. Tá certo! O cantor de "Gatinha Manhosa" e "O Calhambeque", que fez aqueles discos para motel nos anos 1980? Sei.
Tem alguma coisa da Jovem Guarda que não fosse versão de "rock italiano"? Tem: as versões pobres de surf music que os Incríveis faziam.
Portanto, quando esses tiozões baterem as botas, vai ter neguinh fazendo o mesmo que com Sandro: dizendo que eles foram "revolucionários", tinham "alma roqueira" e sei lá o que...
Tô fora desde já.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Raízes mortas
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
E 2009 que fique pra trás!

Tchau, 2009! Foi embora muito tarde!
E 2010 tá vindo no gás! Ou melhor, eu tô vindo no gás!
A gente se encontra no céu.
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pessoal
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Picanha, maminha e vinho de colônia
Ando meio desleixado com esse blog. É fase e vai passar. Afinal, isso aqui é um exercício egomaníaco no qual os amigos são bem-vindos~, então não rola "compromisso".
Mas tenho me dedicado imensamente a esse "legítimo veículo pop" (aê, Daniel) que é o Churrasco na Laje. Auto-indulgência, piadas internas, preconceito gratuito, escatologia, apelação. Ou seja, diversão.
Extrapolando o sentido da farra, postamos lá nossas listagens do melhor (e pior) de 2009. Me abstive do pior (muita coisa ruim pra filtrar), negando minha fama de velho ranzinza. Mas vale cada segundo de leitura da lista. Acessem o site e divirtam-se.
Mas tenho me dedicado imensamente a esse "legítimo veículo pop" (aê, Daniel) que é o Churrasco na Laje. Auto-indulgência, piadas internas, preconceito gratuito, escatologia, apelação. Ou seja, diversão.
Extrapolando o sentido da farra, postamos lá nossas listagens do melhor (e pior) de 2009. Me abstive do pior (muita coisa ruim pra filtrar), negando minha fama de velho ranzinza. Mas vale cada segundo de leitura da lista. Acessem o site e divirtam-se.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Assim foi. Assim não deverá ser

Ando fazendo o possível para não pensar que "estou em São Paulo". Essa é uma frase que carrega vários sentidos para mim, bons e ruins, e tenho tentado me concentrar nos bons. Tem funcionado, principalmente quando consigo acordar bem num domingo e ir até a padaria perto da minha casa, ou quando consigo ver amigos que antes eu levava meses para encontrar e só conseguia ver por uma hora ou duas.
Mas tem dia que bate um banzo. Uma nostalgia de lugar nenhum, um banzo de quem eu fui e não sou mais e tão cedo não serei. Sei que muito disso é porque, como diria São Paulo, "quando era criança, eu pensava como criança e vivia como criança. Agora que sou adulto, abandonei as coisas de criança". Embora meu caso não faça referência à infância, e sim a um período não tão longínquo, em que eu tinha ganas e disposição de fazer o "errado". Hoje eu estou todo errado, e as pessoas tendem a me ver como "certo". Me elogiam por isso. Recebo cumprimentos e glórias publicamente por isso. O que só dói mais.
Talvez as concessões que se fazem ao espírito sejam mais dolorosas e irreversíveis que aquelas que fazemos aos nossos valores. Aliás, eu não me incomodo nada em rever valores e opiniões. Mas me incomodo terrivelmente em ver que a fé (nada a ver com religião) é quase nula. Fé em mim mesmo, devoção ao meu próprio espírito.
Este ano está acabando e, por mais que a razão insista em dizer que os dias são os mesmos e não é a noite de 31 de dezembro que marca os ciclos, fico muito feliz que tenha acabado. 2009 foi o pior ano da minha vida, e espero que tudo o que aconteceu neste ano fica para trás.
Por enquanto, eu sou a raposa entristecida e deslocada da foto.
Que 2010 ponha este bicho de volta na mata.
(Crédito da foto aqui)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Então...
O Marcelo Costa pediu para muita gente listar o que cada um considerava sua lista de discos da década que vai chegando ao fim. Listas, você sab e como é: não serve para nada, você nunca fica satisfeito com suas próprias escolhas ("caralho, como é que eu fui me esquecer de ______?") e fica menos ainda com as escolhas dos outros. Mas vá, cara, admita: você se diverte horrores!
Eu me diverti, fiquei feliz de ter sido convidado, e mais feliz ainda por ter sido citado como integrante do Churrasco na Laje. O André sabe como isso é motivo de orgulho pra mim, e não estou sendo irônico. Apareçam em casa e levem o carvão. Eu forneço a carne (moída) e a breja.
Claro que minha lista tem trocentes lapsos, e vou resistir à tentação de listá-los aqui. Porque, na verdade, cada vez que eu for olhar, eu vou pensar que "x" poderia ser citado e que "y" talvez não precisaria estar ali. Mas na hora em que eu escrevi, valiam aqueles, e é assim que vale a brincadeira.
Parabéns ao Marcelo pelo trabalho hercúleo de compilar tudo isso. Claro que eu discordo de praticamente todo o Top 20, praticamente o nacional, e eu acho mesmo que Los Hermanos mudou a música brasileira, só que pra muito pior. Mas isso não importa. Vale a farra.
Nenhuma lista séria se pretende definitiva (sacou?) e essa do S&Y é séria. Vai lá ver. Tem o geral, e os votos individuais.
Agora, alguém quer me explicar porque catzo eu não incluí Capricornia (do Midnight Oil) e o 2 do Tom Bloch na minha lista?
Eu me diverti, fiquei feliz de ter sido convidado, e mais feliz ainda por ter sido citado como integrante do Churrasco na Laje. O André sabe como isso é motivo de orgulho pra mim, e não estou sendo irônico. Apareçam em casa e levem o carvão. Eu forneço a carne (moída) e a breja.
Claro que minha lista tem trocentes lapsos, e vou resistir à tentação de listá-los aqui. Porque, na verdade, cada vez que eu for olhar, eu vou pensar que "x" poderia ser citado e que "y" talvez não precisaria estar ali. Mas na hora em que eu escrevi, valiam aqueles, e é assim que vale a brincadeira.
Parabéns ao Marcelo pelo trabalho hercúleo de compilar tudo isso. Claro que eu discordo de praticamente todo o Top 20, praticamente o nacional, e eu acho mesmo que Los Hermanos mudou a música brasileira, só que pra muito pior. Mas isso não importa. Vale a farra.
Nenhuma lista séria se pretende definitiva (sacou?) e essa do S&Y é séria. Vai lá ver. Tem o geral, e os votos individuais.
Agora, alguém quer me explicar porque catzo eu não incluí Capricornia (do Midnight Oil) e o 2 do Tom Bloch na minha lista?
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